Europa está num “cessar-fogo” da Covid-19 que pode ser o fim da pandemia, diz OMS

Diretor europeu diz que uma parte importante da população está imunizada e que a variante Ômicron é menos grave

A Europa está em um período de maior proteção graças às vacinas contra a Covid-19. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o momento “deve ser visto como um ‘cessar-fogo’ que pode trazer uma ‘paz duradoura’.

Em anúncio à imprensa, o diretor da OMS na Europa, Hans Kluge, afirmou que este cessar-fogo tem condições. Segundo ele, é preciso “consolidar e preservar a imunidade mantendo a vacinação e reforço”, é necessário “foco nos cinco estabilizadores para os mais vulneráveis, como forte supervisão e compromisso governamental, promover comportamentos de autoproteção e responsabilidade individual e intensificar a vigilância para detectar novas variantes”.

O diretor europeu lembrou que, em um momento em que as hospitalizações continuam a aumentar, principalmente em países com menor adesão à vacinação em populações vulneráveis, na Europa o cenário pode ser mais animador graças a três fatores: a imunidade conferida pelas vacinas, a aproximação do final do inverno e uma menor gravidade da variante Ômicron.

“Este contexto, que não tínhamos tido ainda nesta pandemia, nos dá a possibilidade de conseguir um longo período de tranquilidade e um nível muito superior de defesa das populações contra qualquer novo aumento da transmissão, mesmo com uma variante mais virulenta [do coronavírus]”, declarou.

Em um momento em que a Europa registrou a maior incidência semanal de casos desde o início da pandemia, em grande parte impulsionada pela variante Ômicron, a OMS afirma acreditar que o fim da pandemia pode estar próximo.

“Por enquanto, o número de mortes em toda a Europa começa a estabilizar. Reitero o apelo que fiz na semana passada que, de fato, é plausível que a região esteja próxima ao fim da pandemia – não quer dizer que agora acabou tudo – mas destacar que na região europeia há uma oportunidade única de assumir o controle da transmissão”.

No entanto, ele deixa dois alertas: o de que vão continuar a existir novas variantes e de que é necessário acabar com a desigualdade na distribuição das vacinas pelos países mais pobres.

“Acredito que se é possível responder às novas variantes que inevitavelmente surgirão – sem implementar o tipo de medidas restritivas de que precisávamos antes – é porque vemos que essa oportunidade é a principal prioridade de levar todos os países a um nível de proteção que lhes permite olhar para dias mais estáveis. Mas isso exige um aumento drástico e intransigente no compartilhamento de vacinas além das fronteiras. Não podemos continuar a aceitar a desigualdade de vacinas. As vacinas devem ser para todos”, afirmou Kluge.

A Covid-19 provocou pelo menos 5.686.108 de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse. Em Portugal, desde março de 2020, morreram 20.024 pessoas e foram contabilizados 2.745.383 casos de infeção, segundo a última atualização da Direção-Geral da Saúde.

No Brasil, foram reportados 25.793.112 casos e 628.960 mortes pela doença desde o início da pandemia, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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